5.9.22
2.5.22
uiiii só agora cá vim , 2022
#NastyWoman
by Nina Mariah Donovan
I'm a Nasty Woman.
Not as nasty as a man who looks like he bathes in cheeto dust.
Not as nasty a man who is a diss track to America.
From Back to broken Back he's stomped on, his words are just more white noise ruining this national anthem.
I'm not as nasty as confederate flags being tattooed across my city; maybe the south actually is going to rise again Or maybe it never really fell Because we're still drowning in vanilla coated power
Slavery has just been reinterpreted into the prison system Black lives are still in shackles and graves just for being black in front of people who see melanin as animal skin
Tell me of a decade that didn't have traces of white hoods burning up our faith in humanity.
I'm not as nasty as a swastika painted on a pride flag
And I didn't know that devils could be resurrected but I feel Hitler in these streets
A mustache traded in for a Toupee The Nazis renamed The Cabinet Conversion therapy the new gas chamber,
Shaming and electrocuting the gay out of America turning rainbows into suicide notes.
I'm not as nasty as racism, or fraud, or homophobia, sexual assault, transphobia, white supremacy, white privilege, ignorance, or misogyny
Not as nasty as trading girls like pokemon before their bodies have even evolved.
Not as nasty as your own daughter being your favorite sex symbol
Like wet dreams infused with your own genes.
But yeah! I'm a nasty woman.
A phunky Crusty Bitchy Loud Nasty woman.
Not as nasty as the combo of Trump and Pence being served into my voting booth,
But I'm nasty like the battles women fought to get me in that voting booth.
Nasty like the fight to close the wage gap.
Nasty like conversations trying to remind people there is such thing as a wage gap.
Tell me that this is only because women usually go into lower paying fields. So why did last year's top actresses make less than half of what the top actors did?
Do you realize that the World Cup shelf of the U.S. men's soccer team is as empty as Trump's promises
But the women's team has scored three World Cups,
In 2015, brought in 20 million more dollars in revenue than the men's team, but is still paid 75% less?
See even when women go into high paying careers, their wages are still cut with blades sharpened by testosterone.
Tell me why the work of a black woman and a hispanic women is only worth 63 and 54 percent of a white man's privileged paycheck?
This is not a feminist myth; this is inequality.
So we are not here to be debunked We are here to be respected. We are here to be nasty like blood stained bedsheets.
In case you forgot, women don't choose when or if they get their periods!
Trust me, if could we would!
We don't like throwing away our favorite pairs of underwear!
But men can choose to not have sex
And they know how to live without a full head of hair, so why are tampons and pads still taxed, but Viagra and Rogaine isn't?
Is your erection really more important than protecting the messy parts of my womanhood?
Is the thinning of your hair really more embarrassing than the period-staining of my jeans?
I know it seems petty to complain about a few extra cents
But it's just the finishing touch on a pile of change
I have yet to feel in this country.
So don't try to justify our injustices with excuses that smell like your security when you're walking alone to the bathroom or your car or down the street.
Security my eyes have yet to see
Their too busy praying to my feet
So you don't mistake eye contact for wanting physical contact I've been zipping up my smile so you don't think I want to unzip your jeans.
I know you forget to examine the reflection of your own privilege
You may be afraid of the truth But I'm not afraid to be honest I'm not afraid to be nasty
Yeah I'm nasty like the struggle of women still beating equality into the world, because our rights have been beaten out of us for too long.
And our fight will continue to embody our nastiness.
I'm nasty like red, white, and blue bruises.
Nasty like Elizabeth, Amelia, Rosa, Eleanor, Condoleezza, Sonia, Malala, Michelle.
Our mothers, our sisters, us sisters are all nasty like history
And our pussies ain't for grabbing
They're for reminding you that our walls are stronger than America's ever will be.
They're for birthing new generations of Filthy Vulgar Bossy Brave Proud Nasty women.
So if you a nasty woman say hell yeah.
27.7.21
30.4.21
serenity now
30.3.21
27.1.21
4.1.21
como isto anda e não sabemos o dia de amanã
Quando vier a Primavera,
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
- 87.
17.12.20
2.11.20
19.8.20
17.7.20
6.7.20
liturgia
"Não sou particularmente boa pessoa"
Poesia
por Miguel Martins
Não tenho especial bom gosto.
A minha família é como as demais.
As coisas muito boas desperdiçam-se em mim.
Dentro dos limites do razoável burguês,
qualquer coisa me serve.
Prefiro conversar com um velejador solitário,
um condutor de tanques de guerra,
um taxista de Istambul
do que com um pensador da pós-modernidade
ou um poeta de palavras astuciosamente enclavinhadas.
Mais: prefiro despir uma operária de Manchester
a qualquer coisa dessas
(por mim, tudo à minha volta estaria em trânsito constante).
Não sou muito competente em nada,
a preguiça não ajuda
e a pressa inexplicável muito menos.
Sou imediatista:
materialista e anárgiro.
Tenho uma aproximação instrumental aos sonhos
e uma abordagem nefelibata às coisas práticas
(é óbvio que se pode ser volúvel sem se ser gelatinoso).
Habituei-me a depender dos outros,
a contar com eles
e a não me considerar, sequer, em dívida.
Húbris sem némesis.
Tenho todo o tipo de preconceitos.
Apoio-me num andaime de suficiências reveladas.
A avidez tomou em mim o lugar da razão e da justiça.
Demagogia por demagogia, mais vale nenhuma
e a retórica é uma canseira.
É preciso muita objectividade para viver tão enovelado
e é preciso viver muito enovelado para ser tão objectivo
(de igual modo, tenho de ter muita saúde para ter tão pouca
— a gordura armazenada nas bossas dos camelos
ou um acaso genético
ou um sofá herdado).
Ora bem: dito isto,
sou dos tipos menos desinteressantes que conheci.
Tenho olfacto para animar qualquer sala durante meia hora
e só não me dão de beber em ambientes daquela miopia
— empedernidamente fúnebre —
que se topa à légua pela acne tardia,
a pele amarelada,
a cara emaciada dos que só têm uma (e logo assim!),
gente que não sabe soldar dois arames
e faz minetes como os gatos bebem leite."
O Melhor que o confinamento de março de 2020 trouxe https://torpor.abysmo.pt/
4.2.20
Natal...ia
25.1.20
A nossa vez
no Inverno, quando mais rareia
a esperança. São certas fixações
da consciência, coisas que andam
pela casa à procura de um lugar
e entram clandestinas no poema.
São os envelopes da companhia
da água, a faca suja de manteiga
na toalha, esse trilho que deixamos
atrás de nós e se decifra sem esforço
nem proveito. É a espera
e a demora. São as ruas sossegadas
à hora do telejornal e os talheres
da vizinhança a retinir. É a deriva
nocturna da memória: é o medo
de termos perdido sem querer
a nossa vez. "
Rui Pires Cabral, in 'Longe da Aldeia'
13.12.19
14.11.19
poesia em 1964
Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso. E se a minha poesia, tendo partido do ar, do mar e da luz, evoluiu, evoluiu sempre dentro dessa busca atenta. Quem procura uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. Aquele que vê o fenómeno quer ver todo o fenómeno. É apenas uma questão de atenção, de sequência e de rigor.
E é por isso que a poesia é uma moral. E é por isso que o poeta é levado a buscar a justiça pela própria natureza da sua poesia. E a busca da justiça é desde sempre uma coordenada fundamental de toda a obra poética. Vemos que no teatro grego o tema da justiça é a própria respiração das palavras. Diz o coro de Ésquilo: «Nenhuma muralha defenderá aquele que, embriagado com a sua riqueza, derruba o altar sagrado da justiça.» Pois a justiça se confunde com aquele equilíbrio das coisas, com aquela ordem do mundo onde o poeta quer integrar o seu canto. Confunde-se com aquele amor que, segundo Dante, move o Sol e os outros astros. Confunde-se com a nossa confiança na evolução do homem, confunde-se com a nossa fé no universo. Se em frente do esplendor do mundo nos alegramos com paixão, também em frente do sofrimento do mundo nos revoltamos com paixão. Esta lógica é íntima, interior, consequente consigo própria, necessária, fiel a si mesma. O facto de sermos feitos de louvor e protesto testemunha a unidade da nossa consciência.
A moral do poema não depende de nenhum código, de nenhuma lei, de nenhum programa que lhe seja exterior, mas, porque é uma realidade vivida, integra-se no tempo vivido. E o tempo em que vivemos é o tempo duma profunda tomada de consciência. Depois de tantos séculos de pecado burguês a nossa época rejeita a herança do pecado organizado. Não aceitamos a fatalidade do mal. Como Antígona a poesia do nosso tempo diz: «Eu sou aquela que não aprendeu a ceder aos desastres.» Há um desejo de rigor e de verdade que é intrínseco à íntima estrutura do poema e que não pode aceitar uma ordem falsa.
O artista não é, e nunca foi, um homem isolado que vive no alto duma torre de marfim. O artista, mesmo aquele que mais se coloca à margem da convivência, influenciará necessariamente, através da sua obra, a vida e o destino dos outros. Mesmo que o artista escolha o isolamento como melhor condição de trabalho e criação, pelo simples facto de fazer uma obra de rigor, de verdade e de consciência ele irá contribuir para a formação duma consciência comum. Mesmo que fale somente de pedras ou de brisas a obra do artista vem sempre dizer-nos isto: Que não somos apenas animais acossados na luta pela sobrevivência mas que somos, por direito natural, herdeiros da liberdade e da dignidade do ser.
Eis-nos aqui reunidos, nós escritores portugueses, reunidos por uma língua comum. Mas acima de tudo estamos reunidos por aquilo a que o padre Teilhard de Chardin chamou a nossa confiança no progresso das coisas.
E tendo começado por saudar os amigos presentes quero, ao terminar, saudar os meus amigos ausentes: porque não há nada que possa separar aqueles que estão unidos por uma fé e por uma esperança.
(Palavras ditas em 11 de Julho de 1964 no almoço promovido pela Sociedade Portuguesa de Escritores por ocasião da entrega do Grande Prémio de Poesia atribuído a Livro Sexto.
Arte Poética III, 1964.
3.11.19
24.7.19
descobertas tardias e saborosas
"Quem és? Perguntei ao desejo.
Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada. "
Hilda Hilst
14.7.19
1.5.19
ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso
ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso
circuncisfláutico | adj.
(origem duvidosa)
adjectivo
1. [Brasil, Informal] Que mostra modos de dizer ou de fazer forçados ou pouco naturais; que mostra afectação. = AFECTADO, AMANEIRADO, DESNATURAL, PRESUMIDO, PRETENSIOSO ≠ DESAFECTADO, DESPRETENSIOSO, HUMILDE, NATURAL
2. [Brasil, Informal] Que tem ou parece ter mistério ou enigma; que não se conhece ou não se compreende. = ENIGMÁTICO, MISTERIOSO
3. [Brasil, Informal] Que não mostra alegria ou tem tendência para se isolar. = MACAMBÚZIO, SOMBRIO, SORUMBÁTICO, TACITURNO, TRISTE ≠ ALEGRE, CONTENTE, FELIZ, FESTIVO, LEDO
(origem duvidosa)
"circuncisfláutico", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/circuncisfl%c3%a1utico [consultado em 02-05-2019].
(origem duvidosa)
"circuncisfláutico", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/circuncisfl%c3%a1utico [consultado em 02-05-2019].
(origem duvidosa)
"circuncisfláutico", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/circuncisfl%c3%a1utico [consultado em 02-05-2019].
22.4.19
3.4.19
29.3.19
22.3.19
12.3.19
homens ...
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem
Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos
Desempregados das suas vidas
Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas
Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados
Do lugar
Daniel Faria
20.2.19
17.2.19
6.2.19
light as a feather ....
"It’s dark because you are trying too hard.
Lightly child, lightly. Learn to do everything lightly.
Yes, feel lightly even though you’re feeling deeply.
Just lightly let things happen and lightly cope with them.
.....
So throw away your baggage and go forward.
There are quicksands all about you, sucking at your feet,
trying to suck you down into fear and self-pity and despair.
That’s why you must walk so lightly.
Lightly my darling,
on tiptoes and no luggage,
not even a sponge bag,
completely unencumbered.”
quote of aldous huxley
5.2.19
30.12.18
15.12.18
o presente e o futuro ?
Io sono una forza del passato,
Solo nella tradizione è il mio amore
(Eu sou uma força do passado, /Só na tradição reside o meu amor).
Pier Paolo Pasolini.
14.12.18
13.12.18
Pois
André Gide
7.10.18
21.9.18
espirituoso = parvo
imperfectualizar
It can be so hard to forgive
It's not what I thought, and it's not what I pictured
When I was imagining my man
You are so nervous all of the time, living the classics
I know that imagining my man
Imagining, imagining my man
You were right, love takes time, hey, hey
I leave and it's dreadful
If you get there
Be honest, respectful
You were right, love takes time, hey, hey
Lucky to be given the chance
I do not have the answer
But I don't have the wish to go back
You were right (yes!), love takes time, hey, hey
All my life (hey!) I've had to fight to stay
You were right, love takes time, hey, hey
14.9.18
30.8.18
waiting for the whistle
Uma Recordação
Não há homem que consiga deixar uma marca
nela. Todo o passado se dilui num sonho
como uma rua na manhã e só fica ela.
Se não fosse a testa franzida por um momento
pareceria atónita. As maçãs do rosto têm sempre
um sorriso.
Também não se acumulam os dias
no seu rosto, nem alteram o sorriso leve
que irradia sobre todas as coisas. Com uma firmeza dura
faz cada coisa como se fosse a primeira;
no entanto vive-a até ao último momento. O seu corpo
firme abre-se, o olhar recolhido,
a uma voz doce e algo rouca: à voz
dum homem cansado. E nenhum cansaço a toca.
Quando se lhe olha para a boca, semicerra os olhos
à espera: ninguém se arriscaria.
Muitos homens conhecem o seu ambíguo sorriso
ou a súbita ruga. Se homem existiu
que a soube queixosa, humilhada de amor,
paga dia após dia, ignorando dela
por quem vive hoje.
Caminhando pela rua
sorri sozinha o sorriso mais ambíguo.
Cesare Pavese, in 'Trabalhar Cansa'
Tradução de Carlos Leite
"Esperar é ainda uma ocupação. Terrível é não ter nada que esperar."
16.8.18
19.7.18
8.7.18
Soror Violante
de dentro de uma sepultura que fala
a outra dama que presumida entrou em
uma igreja com os cuidados de ser vista
e louvada de todos; e se assentou junto
a um túmulo que tinha este epitáfio
que leu curiosamente
Ó tu, que com enganos divertida
Vives do que hás-de ser tão descuidada,
Aprende aqui lições de escarmentada,
Ostentarás acções de prevenida.
Considera que em terra convertida
Jaz aqui a beleza mais louvada,
E que tudo o da vida é pó, é nada,
E que menos que nada a tua vida.
Considera que a morte rigorosa
Não respeita beleza nem juízo
E que, sendo tão certa, é duvidosa.
Admite deste túmulo o aviso
E vive do teu fim mais cuidadosa,
Pois sabes que o teu fim é tão preciso.
Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetisas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume das Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.
Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?
Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.
Ah! suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?
Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.
31.5.18
18.3.18
8.12.17
27.11.17
poesia: manuel antónio pina / teoria das cordas
17.11.17
28.10.17
Ngungunhane
A moral portuguesa a época não se compadecia com a poligamia e a solução oficial foi conduzir, todas as semanas, os prisioneiros a um bordel da cidade."
história portuguesa sempre a supreender
27.10.17
essas coisas modernas
Fernando Pessoa

