22.6.15
5.4.15
28.10.14
10.8.14
time to ....
"Show me how a community dances and I'll tell you if they are healthy or not"
Confucius
4.8.14
2.6.14
17.5.14
8.4.14
4.4.14
24.2.14
26.1.14
19.1.14
Ary
"Ecce Homo
Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.
Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.
Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,
Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos."
José Carlos Ary dos Santos
11.1.14
2.1.14
13.12.13
20.10.13
29.8.13
inegável
Há pessoas com as quais partilhamos a vocação; essa é a maior aliança que há. Sem trocarmos muitas palavras, sem o pretexto dos pensamentos para criarmos laços de família, o parentesco está lá.
Agustina Bessa-Luís, Contemplação Carinhosa da Angústia, Guimarães, p. 145.
15.6.13
democritus ou democracia
seria mesmo a intenção pintar democritus ou seria personificar a democracia .... a ambiguidade que
aquele sorriso me toma ...
Antoine Coypel - Democritus
aquele sorriso me toma ...
Antoine Coypel - Democritus
24.5.13
o dever ....sim o dever
O dever
Do escritor, do poeta
Não é encerrar-se cobardementre num texto
Num livro, numa revista de onde nunca sairá,
Pelo contrário, é vir
Para o exterior
E sacudir,
Atacar
O espírito público.
Ou então para que serve?
Para que nasceu?
Antonin Artaud (1896-1948), França, tradução de Soledade Santos
Do escritor, do poeta
Não é encerrar-se cobardementre num texto
Num livro, numa revista de onde nunca sairá,
Pelo contrário, é vir
Para o exterior
E sacudir,
Atacar
O espírito público.
Ou então para que serve?
Para que nasceu?
Antonin Artaud (1896-1948), França, tradução de Soledade Santos
23.5.13
10.5.13
7.5.13
19.4.13
10.4.13
8.4.13
7.4.13
16.2.13
tava aqui mesmo na ponta da língua ....
"Não maldigo a hora em que nasci. Um instante que seja de íntima elevação espiritual, compensa-nos de muitas dores; robustece o nosso orgulho em que se firma a nossa alma, como o corpo nos ossos do esqueleto. O esqueleto é o orgulho do corpo, a força que o sustenta de pé, – uma força petrificada.
E não maldigo a dor.
O sofrimento é a sensação do Eterno violentando a nossa capacidade de sentir que se exagera, a fim de apreender, dominar, o que existe de mais transcendente e fugitivo...
E assim, adquirimos um heróico e melindroso estado de alma, como íntima ferida sempre aberta, que sangra ao menor contacto. Eis o inferno e o paraíso de todos os poetas que fazem da sua existência uma divina comédia, com letra pequena, é claro. A outra, com maiúscula, pertence aos Deuses."
E não maldigo a dor.
O sofrimento é a sensação do Eterno violentando a nossa capacidade de sentir que se exagera, a fim de apreender, dominar, o que existe de mais transcendente e fugitivo...
E assim, adquirimos um heróico e melindroso estado de alma, como íntima ferida sempre aberta, que sangra ao menor contacto. Eis o inferno e o paraíso de todos os poetas que fazem da sua existência uma divina comédia, com letra pequena, é claro. A outra, com maiúscula, pertence aos Deuses."
Teixeira de Pascoaes
9.2.13
no telurismo do torga está a simplicidade da vida , não compliquem
"A vida... e a gente põe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os filósofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os teólogos não entenderam na solidão das celas. Nisto, ou então na conta do sapateiro, na degradação moral do século, ou na triste pequenez de tudo, a começar por nós.
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar.
Miguel Torga, in "Diário (1941)"
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida é o que eu estou a ver: uma manhã majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crianças — um rapaz e uma rapariga — silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar.
Miguel Torga, in "Diário (1941)"
22.1.13
8.12.12
todos têm a sua ítaca, respeitem as ítacas uns dos outros
"Se partires um dia rumo a Ítaca
Faz votos de que o caminho seja longo
repleto de aventuras, repleto de saber.
Que nem monstros, nem ciclopes,
nem a cólera de Poseídon te intimidem!
Não os encontrarás jamais no teu caminho
Se altivo for o teu pensamento
Se subtil emoção tocar o teu corpo e o teu espírito
Nem monstros, nem ciclopes
Nem o bravio Poseídon hás-de encontrar
Se tu mesmo não os levares dentro da tua alma
Se a tua alma não os puser dentro de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de Verão
Nas quais com prazer, com alegria
Tu hás-de entrar pela primeira vez num porto
Para visitar as lojas fenícias
Comprar as mais belas mercadorias
Madrepérola, coral, âmbar, ébano
E perfumes sensuais de todas as espécies
Quantos aromas deleitosos.
Peregrinarás em muitas cidades do Egipto
Para aprender, para aprender dos sábios.
Mantém Ítaca na tua mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas, não apresses a viagem nunca.
O melhor é levares muitos anos nesta jornada
E fundeares na ilha velho por fim.
Rico de quanto ganhaste no caminho
Sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Ítaca proporcionou-te uma bela viagem
Sem ela não te punhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu
Se a achas pobre.
Tu tornaste-te sábio, experiente.
E, agora, sabes o que significa Ítaca."
Constantino Kabvafis (1863-1933)
![]() |
Andreas Gursky |
a única oração válida que conheço
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí! "
José Régio
5.12.12
28.11.12
26.11.12
qualquer dia mudo o nome do blog para uma coisa foleira como " a citaçao que nao desvanece" e aí começo a escrever originais
"If you don't deal with trauma it acts like a timebomb in the brain. Art provides a safe way to release things. The places artists go and the places where children go, are similar. Both deal with the dark and the dangerous, but both also know how to respond with childlike joy."
Camila Batmanghelidh.
Camila Batmanghelidh.
17.11.12
16.11.12
20.10.12
Um estado de espírito muito contemPORRÂneo que se refraseia nas seguintes delibrerações
“Muita diferença faz entre lutar com as mãos e abandoná-las para trás.”
João Cabral Neto
"Isto está cheio de gente / falando ao mesmo tempo / e alguma coisa está fora de isto falando de isto / e tudo é sabido em qualquer lugar"
Manuel António Pina
ó Pina , quanto a ti , foste-te embora e nem te apresentaste , sinceramente , Isso não se faz!
17.10.12
para acompanhar com um vinho alentejano monocasta aconselho vivamente :
e Baudelaire
"Aujourd'hui l'espace est splendide!
Sans mors, sans éperons, sans bride,
Partons à cheval sur le vin
Pour un ciel féerique et divin!"
6.12.11
24.6.11
6.3.11
5.2.11
quando a sophia sopra-me ao ouvido diz-me que devo procurar a minha praia
" Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade"
Sophia
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade"
Sophia
30.8.10
7.5.10
as barreiras
um dia volto a escrever .... mas agora não posso porque estou a sonhar com esse dia ...
24.4.10
28.3.10
tu também me compreendes ...
"Já não me apetece muito
Escrever poesias
Se fosse como dantes
Fá-las-ia abundantes
Mas sinto-me muito velho
Sinto-me muito sério
Sinto-me consciencioso
Sinto-me preguicioso "
Boris Vian
Escrever poesias
Se fosse como dantes
Fá-las-ia abundantes
Mas sinto-me muito velho
Sinto-me muito sério
Sinto-me consciencioso
Sinto-me preguicioso "
Boris Vian
22.3.10
20.3.10
estado de espírito
Um pouco mais de sol – eu era brasa.
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário de Sá-Carneiro
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Mário de Sá-Carneiro
13.3.10
o que descobri hoje, obrigado lobo antunes por mo apresentares o antónio sardinha
"Tudo o que sou o sou por obra e graça
da comoção rural que está comigo.
Foi a virtude lírica da Raça
a herança que eu herdei do sangue antigo.
Foi esta voz que em minhas veias passa
e atrás da qual, maravilhado eu sigo.
Como um licor de encanto numa taça,
assim se quer esse condão comigo.
Olhai-me: - Eu vim de honrados lavradores.
De avós e netos, sempre os meus Maiores
fitaram o horizonte que hoje eu fito.
«O que estaria além da curva estreita?»
- E da pergunta, a cada instante feita.
nasceu em mim a ânsia p'ra o Infinito. "
(In A Epopeia da Planície)
António Sardinha
da comoção rural que está comigo.
Foi a virtude lírica da Raça
a herança que eu herdei do sangue antigo.
Foi esta voz que em minhas veias passa
e atrás da qual, maravilhado eu sigo.
Como um licor de encanto numa taça,
assim se quer esse condão comigo.
Olhai-me: - Eu vim de honrados lavradores.
De avós e netos, sempre os meus Maiores
fitaram o horizonte que hoje eu fito.
«O que estaria além da curva estreita?»
- E da pergunta, a cada instante feita.
nasceu em mim a ânsia p'ra o Infinito. "
(In A Epopeia da Planície)
António Sardinha
10.3.10
28.2.10
20.12.09
cada vez mais acredito nisto .....
"nunca seremos nada, além de escória da terra! Estamos perdidos ! nao valemos um centavo! não há um homem em quem se possa repousar os olhos! como tudo é vil, sujo, vulgar ...."
quem não pense assim que atire uma mera pedra ao ar e espere que caia em cima ....
quem não pense assim que atire uma mera pedra ao ar e espere que caia em cima ....
16.11.09
27.10.09
21.10.09
gogol ...
leiam gogol
"Quanto mais sublimes forem as verdades mais prudência exige o seu uso; senão, de um dia para o outro, transformam-se em lugares comuns e as pessoas nunca mais acreditam nelas."
"Quanto mais sublimes forem as verdades mais prudência exige o seu uso; senão, de um dia para o outro, transformam-se em lugares comuns e as pessoas nunca mais acreditam nelas."
20.10.09
19.10.09
alguém disse e eu tento fazer de lema ...
"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras sensatas."
7.10.09
30.9.09
26.9.09
sim hoje das 16 às 18
hoje das 16 às 18 criei mímica com as palavras, passeei sobre ripas de madeira a entoar poemas, ouvi o eugénio qe já não ouvia a tanto tempo, tive saudades tuas eugénio, continua aparecer , reli-te sofia, olha talvez daqui a pouco vou até ao teu miradouro, que bela vista tens por lisboa, invejo-te sabes, o'neill ai grande amigo dos momentos fugazes em que ia às livrarias para saborear as tuas palavras, saudades da tua metafisica alexandre
nao satisfeitos com a primeira resposta ...perguntaram ... escreves para ?

eu escrevo para sonhar, sonhar não, realizar, escrevo para ir ali e voltar, escrevo para imaginar, imaginar não, comcretizar. Eu escrevo para alguém um dia ler e ficar com um sorriso nos lábios e com um pensamento inquisidor e filosófico dentro de si para buscar as mesmas respostas que eu mesmo procuro, ou seja escrevo para passar a palavra, prometes que passas a palavra?
perguntaram-me de onde vem a minha escrita ...

a minha escrita vem da vida, do ar, do olhar,vem da mão, do apertar da caneta contra a pele, vem da concentração, vem da abstracção total, vem do abstracto, vem de um sítio que já soube o nome, vem de um local que visito uma vez ou outra, vem do horizonte, vem do infinito ou talvez vem do zero, não sei bem, e vem desta folha de papel branco em que pressiono com força a minha intenção.
20.9.09
10.9.09
8.9.09
Alguem disse ... e que seja bem claro ...
a leitura alarga a alma e um amigo esclarecido dá-lhe consolo ...
7.9.09
inocência/carência infantil
dá minha varanda, sabes ...
quando olho para o chao ...
vejo o céu... verdade ...
é azul...
tem duas estrelas ...
uma cintilante ...
outra nem por isso ...
porque será ?
explicas-me ...
quando olho para o chao ...
vejo o céu... verdade ...
é azul...
tem duas estrelas ...
uma cintilante ...
outra nem por isso ...
porque será ?
explicas-me ...
6.9.09
30.8.09
palavras sensatas de um amigo meu ...
"Existem pessoas com tantos
interesses e simultaneamente
tão pouco interessantes
que receio ser uma delas"
Pensamentos actos e omissões
interesses e simultaneamente
tão pouco interessantes
que receio ser uma delas"
Pensamentos actos e omissões
25.8.09
hoje li isto ... lê só te faz bem...este livro nem por isso sem ser este apontamento ...
porque razão é o tédio mau? porque lutamos para o afastar? porque é um estado do qual não nos conseguimos livrar e vem logo mostrar verdades subjacentes e desagradáveis sobre a vida: a nossa insignificância, a falta de sentido da vida, a nossa inexorável caminhada rumo à velhice e à morte.
portanto, o que é a vida senão um ciclo infinito de querer, satisfazer, entediar-se e depois querer de novo? essa sequência é valida para todas as formas de vida? é pior para os humanos, diz schopenhauer, pois à medida que a inteligência aumenta, cresce também a intensidade do sofrimento...
portanto, o que é a vida senão um ciclo infinito de querer, satisfazer, entediar-se e depois querer de novo? essa sequência é valida para todas as formas de vida? é pior para os humanos, diz schopenhauer, pois à medida que a inteligência aumenta, cresce também a intensidade do sofrimento...
24.8.09
12.8.09
5.8.09
4.8.09
30.7.09
28.7.09
23.7.09
Bom Dia
chocalos de trivialidades
bobos banais
harém de desigualdades
é o dia dos sofistas
a eterna repetição sem fim/fundo
sorrisos no espelho das mentiras
incompreensíveis idiomas
um orvalho de mentiras
num sopro abafado e árido
baladas de gargalhadas vazias
a sombra a todos atinge
corro à frente da sombra
em constante transição
rotação
em movimentos copérnicos?
é kafkaiano
é fellinesco
é dantesco
é bergmaniano
é maquiavelico
mas de uma forma camusiana
num fascínio suskindiano
num melodrama wildesco
será a nova geração de houdini
um mágico do real
Apresento-vos a realidade.

tal r
larga a nobre fachada
mostra a pobre mas humilde alma
Nem um aplauso
Que impregnados sois vós
Ninguém se salvará
Não me arrisco por ninguém
Mas nem tu
te arriscarias por mim
cuspirias repugnância em mim
insultarias num débil dicionário
Seu pobre .... que te pensas rico
deixai-me
sou rico ... que me penso pobre
só sei que muito penso que sei
e que bem que sabe
assim pensar ...
Encher o peito de ar
e rodar a roleta
aposto no sete
bobos banais
harém de desigualdades
é o dia dos sofistas
a eterna repetição sem fim/fundo
sorrisos no espelho das mentiras
incompreensíveis idiomas
um orvalho de mentiras
num sopro abafado e árido
baladas de gargalhadas vazias
a sombra a todos atinge
corro à frente da sombra
em constante transição
rotação
em movimentos copérnicos?
é kafkaiano
é fellinesco
é dantesco
é bergmaniano
é maquiavelico
mas de uma forma camusiana
num fascínio suskindiano
num melodrama wildesco
será a nova geração de houdini
um mágico do real
Apresento-vos a realidade.

tal r
larga a nobre fachada
mostra a pobre mas humilde alma
Nem um aplauso
Que impregnados sois vós
Ninguém se salvará
Não me arrisco por ninguém
Mas nem tu
te arriscarias por mim
cuspirias repugnância em mim
insultarias num débil dicionário
Seu pobre .... que te pensas rico
deixai-me
sou rico ... que me penso pobre
só sei que muito penso que sei
e que bem que sabe
assim pensar ...
Encher o peito de ar
e rodar a roleta
aposto no sete
Inspiração

fetie
usas palavras
que eu não compreendo
respondo com o silêncio
como que a pedir reflexão no uso das minhas palavras
passou-se 12 horas
continuo mudo
Será a famosa branca de inspiração ?
22.7.09
saudades ...
saudades de faltar a luz...
rodearmos à volta da mesa da cozinha ...
rirmos da penumbra ...
as faces amarelas ...
a cera a derreter...
conversas sobre tudo e às vezes o nada ...
e alívio/alegria ainda nao descobri o que era ...
de quando voltava ...
mas permaneciamos sentados ...
aconchegados
e unidos..
rodearmos à volta da mesa da cozinha ...
rirmos da penumbra ...
as faces amarelas ...
a cera a derreter...
conversas sobre tudo e às vezes o nada ...
e alívio/alegria ainda nao descobri o que era ...
de quando voltava ...
mas permaneciamos sentados ...
aconchegados
e unidos..
19.7.09
16.7.09
poema inacabado

arthur shuraev
o silêncio desconfortável
nódoas de vinho sobre a mesa
toalha de linho bege com 3 círculos disformes
lento o olhar
encontro o teu no meu
crepitante ... quente...
desvio o olhar...
às vezes não consigo ser espelho...
flutuo pela dimensão do espaço ...
Perdi-me
Reencontro-me com os teus olhos
Sinto os músuculos faciais a esboçar um sorriso
deve ser um bom sorriso
porque o teu acompanha o meu
Pões a mão sobre a mesa ...
Recolho as minhas mãos para os bolsos das calças
tenho as mãos frias e os bolsos quentes...
Roças a mão na mesa ...
como que à procura ...
Sinto-me desconfortável ...
Flutuo uma vez mais ...
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