23.7.09

Bom Dia

chocalos de trivialidades
bobos banais
harém de desigualdades
é o dia dos sofistas
a eterna repetição sem fim/fundo
sorrisos no espelho das mentiras
incompreensíveis idiomas
um orvalho de mentiras
num sopro abafado e árido
baladas de gargalhadas vazias
a sombra a todos atinge
corro à frente da sombra
em constante transição
rotação
em movimentos copérnicos?
é kafkaiano
é fellinesco
é dantesco
é bergmaniano
é maquiavelico
mas de uma forma camusiana
num fascínio suskindiano
num melodrama wildesco
será a nova geração de houdini
um mágico do real
Apresento-vos a realidade.


tal r


larga a nobre fachada
mostra a pobre mas humilde alma

Nem um aplauso
Que impregnados sois vós
Ninguém se salvará
Não me arrisco por ninguém
Mas nem tu
te arriscarias por mim
cuspirias repugnância em mim
insultarias num débil dicionário
Seu pobre .... que te pensas rico
deixai-me
sou rico ... que me penso pobre
só sei que muito penso que sei
e que bem que sabe
assim pensar ...
Encher o peito de ar
e rodar a roleta
aposto no sete

1 comentário:

Carolina Taveira disse...

não sabia que também escrevias poesia! já somos dois! parabéns pá! :D