20.12.09

cada vez mais acredito nisto .....

"nunca seremos nada, além de escória da terra! Estamos perdidos ! nao valemos um centavo! não há um homem em quem se possa repousar os olhos! como tudo é vil, sujo, vulgar ...."

quem não pense assim que atire uma mera pedra ao ar e espere que caia em cima ....

21.10.09

gogol ...

leiam gogol

"Quanto mais sublimes forem as verdades mais prudência exige o seu uso; senão, de um dia para o outro, transformam-se em lugares comuns e as pessoas nunca mais acreditam nelas."

19.10.09

alguém disse e eu tento fazer de lema ...

"Devemos ouvir pelo menos uma pequena canção todos os dias, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e, se possível, dizer algumas palavras sensatas."

26.9.09

só vos digo isto ...

sim hoje das 16 às 18

hoje das 16 às 18 criei mímica com as palavras, passeei sobre ripas de madeira a entoar poemas, ouvi o eugénio qe já não ouvia a tanto tempo, tive saudades tuas eugénio, continua aparecer , reli-te sofia, olha talvez daqui a pouco vou até ao teu miradouro, que bela vista tens por lisboa, invejo-te sabes, o'neill ai grande amigo dos momentos fugazes em que ia às livrarias para saborear as tuas palavras, saudades da tua metafisica alexandre

nao satisfeitos com a primeira resposta ...perguntaram ... escreves para ?




eu escrevo para sonhar, sonhar não, realizar, escrevo para ir ali e voltar, escrevo para imaginar, imaginar não, comcretizar. Eu escrevo para alguém um dia ler e ficar com um sorriso nos lábios e com um pensamento inquisidor e filosófico dentro de si para buscar as mesmas respostas que eu mesmo procuro, ou seja escrevo para passar a palavra, prometes que passas a palavra?

perguntaram-me de onde vem a minha escrita ...




a minha escrita vem da vida, do ar, do olhar,vem da mão, do apertar da caneta contra a pele, vem da concentração, vem da abstracção total, vem do abstracto, vem de um sítio que já soube o nome, vem de um local que visito uma vez ou outra, vem do horizonte, vem do infinito ou talvez vem do zero, não sei bem, e vem desta folha de papel branco em que pressiono com força a minha intenção.

7.9.09

25.8.09

hoje li isto ... lê só te faz bem...este livro nem por isso sem ser este apontamento ...

porque razão é o tédio mau? porque lutamos para o afastar? porque é um estado do qual não nos conseguimos livrar e vem logo mostrar verdades subjacentes e desagradáveis sobre a vida: a nossa insignificância, a falta de sentido da vida, a nossa inexorável caminhada rumo à velhice e à morte.
portanto, o que é a vida senão um ciclo infinito de querer, satisfazer, entediar-se e depois querer de novo? essa sequência é valida para todas as formas de vida? é pior para os humanos, diz schopenhauer, pois à medida que a inteligência aumenta, cresce também a intensidade do sofrimento...

5.8.09

...


loou

o vestido azul
que escolhias nos dias de nevoeiro
era para te encontrar
quando te perdia
um dia sobrou só o vestido

23.7.09

Bom Dia

chocalos de trivialidades
bobos banais
harém de desigualdades
é o dia dos sofistas
a eterna repetição sem fim/fundo
sorrisos no espelho das mentiras
incompreensíveis idiomas
um orvalho de mentiras
num sopro abafado e árido
baladas de gargalhadas vazias
a sombra a todos atinge
corro à frente da sombra
em constante transição
rotação
em movimentos copérnicos?
é kafkaiano
é fellinesco
é dantesco
é bergmaniano
é maquiavelico
mas de uma forma camusiana
num fascínio suskindiano
num melodrama wildesco
será a nova geração de houdini
um mágico do real
Apresento-vos a realidade.


tal r


larga a nobre fachada
mostra a pobre mas humilde alma

Nem um aplauso
Que impregnados sois vós
Ninguém se salvará
Não me arrisco por ninguém
Mas nem tu
te arriscarias por mim
cuspirias repugnância em mim
insultarias num débil dicionário
Seu pobre .... que te pensas rico
deixai-me
sou rico ... que me penso pobre
só sei que muito penso que sei
e que bem que sabe
assim pensar ...
Encher o peito de ar
e rodar a roleta
aposto no sete

a Rima possível

vai um copo de absinto
que eu careço do infinito

Inspiração



fetie

usas palavras
que eu não compreendo
respondo com o silêncio
como que a pedir reflexão no uso das minhas palavras
passou-se 12 horas
continuo mudo
Será a famosa branca de inspiração ?

22.7.09

saudades ...

saudades de faltar a luz...
rodearmos à volta da mesa da cozinha ...
rirmos da penumbra ...
as faces amarelas ...
a cera a derreter...
conversas sobre tudo e às vezes o nada ...
e alívio/alegria ainda nao descobri o que era ...
de quando voltava ...
mas permaneciamos sentados ...
aconchegados
e unidos..

16.7.09

poema inacabado


arthur shuraev

o silêncio desconfortável
nódoas de vinho sobre a mesa
toalha de linho bege com 3 círculos disformes
lento o olhar
encontro o teu no meu
crepitante ... quente...
desvio o olhar...
às vezes não consigo ser espelho...
flutuo pela dimensão do espaço ...
Perdi-me
Reencontro-me com os teus olhos
Sinto os músuculos faciais a esboçar um sorriso
deve ser um bom sorriso
porque o teu acompanha o meu
Pões a mão sobre a mesa ...
Recolho as minhas mãos para os bolsos das calças
tenho as mãos frias e os bolsos quentes...
Roças a mão na mesa ...
como que à procura ...
Sinto-me desconfortável ...
Flutuo uma vez mais ...

diário

primeira pessoa que disse que eu era estranho
foi a minha dentista
a seguinte foi um dos meus imensos arquiinimigos.
Depois foi um amigo intimista
com o qual tenho os meus intelectuais artritos
Talvez seja um estrangeiro
ou talvez isto seja um absurdo
ou eu seja esse absurdo
ou então o que eu escrevo é esse absurdo
Absurdo tem o seu livre arbítrio
e a sua livre escolha de ser o que quiser

Declaro-me inocente de todas as acusações

Fácil é sacudir a água do capote

14.7.09

eu não sou poeta ...


poetas deambulam
caem pela penumbra
perdem-se pelas ruelas
alguns em becos e travessas
deixam rasto... possivelmente
ou não...
uns com cheiro pestileno, outros...
um rasto de patcholly
todos dizem-se poetas
mas poucos vivem como tal
meras e humildes pessoas
que sonham
mas não fazem
assim são os poetas do nosso quotidiano
quem os percebe
não os quero perceber
muito menos entender
só quero beber o meu café
e atirar fumo ás nuvens
talvez crie uma transfiguração
digna de imaginação ...
ou entao ...
digna de nada

8.7.09

..

gritas amo-te
respondo cala-te
gemes odeio-te
inquiro...porquê ..
ditas fantasias
exclamo ...e?
contas segredos
pergunto..porque mentes ?
desenhas branco
e eu atiro lilás
repintas de amarelo
e eu escrevo SEMÂNTICA
insultas-me .. "parvo"
e eu gesticulo sem nexo
colocas uma placa VENDE-SE
e eu acrescento REvende-se
pegas fogo à placa
e eu inalo todo o fogo
obrigas-me a comer sal
peço por mais
fazes figas
enterro uma estrela
cultivas um sol
parto para o horizonte
roubas o nexo das palavras
e eu peço um empréstimo de semióptica

.

4.7.09

Um livro

esvoaçar das folhas ....fotografias ... páginas ...




com Lina Scheynius ... dou início ao desvanecimento ...