30.12.18
15.12.18
o presente e o futuro ?
Io sono una forza del passato,
Solo nella tradizione è il mio amore
(Eu sou uma força do passado, /Só na tradição reside o meu amor).
Pier Paolo Pasolini.
14.12.18
13.12.18
Pois
"a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é "
André Gide
André Gide
7.10.18
21.9.18
espirituoso = parvo
Carmen Segóvia:" fala somente quando as tuas palavras forem mais poderosas que o teu silêncio."
imperfectualizar
Letras
I'm going to answer, protecting
It can be so hard to forgive
It's not what I thought, and it's not what I pictured
When I was imagining my man
You are so nervous all of the time, living the classics
I know that imagining my man
Imagining, imagining my man
It can be so hard to forgive
It's not what I thought, and it's not what I pictured
When I was imagining my man
You are so nervous all of the time, living the classics
I know that imagining my man
Imagining, imagining my man
All my life (hey!) I've had to fight to stay
You were right, love takes time, hey, hey
You were right, love takes time, hey, hey
You have this dream, apparently I'm not done
I leave and it's dreadful
If you get there
Be honest, respectful
I leave and it's dreadful
If you get there
Be honest, respectful
All my life (hey!) I never tried to stay
You were right, love takes time, hey, hey
You were right, love takes time, hey, hey
I hope one dream will get that when we're
Lucky to be given the chance
I do not have the answer
But I don't have the wish to go back
Lucky to be given the chance
I do not have the answer
But I don't have the wish to go back
All my life (hey!) I've had to fight to stay
You were right (yes!), love takes time, hey, hey
All my life (hey!) I've had to fight to stay
You were right, love takes time, hey, hey
You were right (yes!), love takes time, hey, hey
All my life (hey!) I've had to fight to stay
You were right, love takes time, hey, hey
Compositores: Hannah Sian Topp
Letras de Imagining My Man © Universal Music Publishing Group, Domino Publishing Company
14.9.18
30.8.18
waiting for the whistle
Uma Recordação
Não há homem que consiga deixar uma marca
nela. Todo o passado se dilui num sonho
como uma rua na manhã e só fica ela.
Se não fosse a testa franzida por um momento
pareceria atónita. As maçãs do rosto têm sempre
um sorriso.
Também não se acumulam os dias
no seu rosto, nem alteram o sorriso leve
que irradia sobre todas as coisas. Com uma firmeza dura
faz cada coisa como se fosse a primeira;
no entanto vive-a até ao último momento. O seu corpo
firme abre-se, o olhar recolhido,
a uma voz doce e algo rouca: à voz
dum homem cansado. E nenhum cansaço a toca.
Quando se lhe olha para a boca, semicerra os olhos
à espera: ninguém se arriscaria.
Muitos homens conhecem o seu ambíguo sorriso
ou a súbita ruga. Se homem existiu
que a soube queixosa, humilhada de amor,
paga dia após dia, ignorando dela
por quem vive hoje.
Caminhando pela rua
sorri sozinha o sorriso mais ambíguo.
Cesare Pavese, in 'Trabalhar Cansa'
Tradução de Carlos Leite
"Esperar é ainda uma ocupação. Terrível é não ter nada que esperar."
16.8.18
19.7.18
8.7.18
Soror Violante
Vozes de uma dama desvanecida
de dentro de uma sepultura que fala
a outra dama que presumida entrou em
uma igreja com os cuidados de ser vista
e louvada de todos; e se assentou junto
a um túmulo que tinha este epitáfio
que leu curiosamente
Ó tu, que com enganos divertida
Vives do que hás-de ser tão descuidada,
Aprende aqui lições de escarmentada,
Ostentarás acções de prevenida.
Considera que em terra convertida
Jaz aqui a beleza mais louvada,
E que tudo o da vida é pó, é nada,
E que menos que nada a tua vida.
Considera que a morte rigorosa
Não respeita beleza nem juízo
E que, sendo tão certa, é duvidosa.
Admite deste túmulo o aviso
E vive do teu fim mais cuidadosa,
Pois sabes que o teu fim é tão preciso.
Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetisas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume das Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.
Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?
Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.
Ah! suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?
Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.
de dentro de uma sepultura que fala
a outra dama que presumida entrou em
uma igreja com os cuidados de ser vista
e louvada de todos; e se assentou junto
a um túmulo que tinha este epitáfio
que leu curiosamente
Ó tu, que com enganos divertida
Vives do que hás-de ser tão descuidada,
Aprende aqui lições de escarmentada,
Ostentarás acções de prevenida.
Considera que em terra convertida
Jaz aqui a beleza mais louvada,
E que tudo o da vida é pó, é nada,
E que menos que nada a tua vida.
Considera que a morte rigorosa
Não respeita beleza nem juízo
E que, sendo tão certa, é duvidosa.
Admite deste túmulo o aviso
E vive do teu fim mais cuidadosa,
Pois sabes que o teu fim é tão preciso.
Soror Violante do Céu (1602-1693) era uma freira dominicana que na vida secular se chamou Violante Montesino. Professou no Convento de Nossa Senhora do Rosário da Ordem de S. Domingos em 1630. Foi uma das poetisas mais consideradas do seu tempo, sendo conhecida pelos meios culturais da época como Décima Musa e Fénix dos Engenhos Lusitanos. É hoje um dos máximos expoentes da poesia barroca em Portugal. Aos 17 anos celebrizou-se ao compor uma comédia para ser representada durante a visita de Filipe II a Lisboa. Além do volume das Rimas publicado em Ruão em 1646 e do Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos, publicado em Lisboa em 1733 em dois volumes, tem várias composições poéticas na Fénix Renascida.
Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?
Não quero sem Silvano já ter vida,
Pois tudo sem Silvano é viva morte,
Já que se foi Silvano, venha a morte,
Perca-se por Silvano a minha vida.
Ah! suspirado ausente, se esta morte
Não te obriga querer vir dar-me vida,
Como não ma vem dar a mesma morte?
Mas se na alma consiste a própria vida,
Bem sei que se me tarda tanto a morte,
Que é porque sinta a morte de tal vida.
31.5.18
Subscrever:
Comentários (Atom)